“Estava na cara o que ia acontecer”: Renato Paiva dispara contra Textor
A passagem de Renato Paiva pelo Botafogo durou apenas quatro meses, mas o treinador…

A passagem de Renato Paiva pelo Botafogo durou apenas quatro meses, mas o treinador português continua acompanhando de perto os acontecimentos envolvendo o clube. Agora à frente do Santos Laguna, do México, o técnico concedeu entrevista ao Flashscore e fez duras críticas à gestão de John Textor, afirmando que a atual crise vivida pelo Glorioso era previsível.

Demitido logo após a eliminação para o Palmeiras nas oitavas de final da Copa do Mundo de Clubes, Paiva afirmou que os problemas enfrentados pelo Botafogo não o surpreendem. Segundo ele, o perfil de gestão adotado pelo empresário norte-americano já indicava que dificuldades administrativas poderiam surgir no futuro.
As declarações repercutiram rapidamente entre os torcedores alvinegros, principalmente porque acontecem em um momento de grande instabilidade nos bastidores da SAF, que enfrenta um processo de Recuperação Judicial, tenta solucionar transfer bans na Fifa e busca reorganizar sua estrutura financeira.
Renato Paiva dispara contra John Textor
Durante a entrevista, Renato Paiva deixou claro que suas críticas vão além da forma como sua passagem pelo Botafogo terminou.
O treinador afirmou que a situação atual do clube era algo que já imaginava enquanto trabalhava em General Severiano.
“Basta perceber quem é o dono. Eu sabia e cheguei a comentar isso com pessoas lá dentro. Basta entender o perfil do proprietário, nada mais que isso.”
Na sequência, Paiva fez questão de destacar que sua opinião não está relacionada à demissão sofrida após a Copa do Mundo de Clubes.
Segundo o português, sua análise leva em consideração o histórico de John Textor na administração de outros clubes pertencentes ao grupo Eagle Football.

“Isto não tem nada a ver com o fato de ele ter me demitido. Tem a ver com o que ele fez no Lyon, com o que fez na equipe da Bélgica e com o que está fazendo no Botafogo. Basta olhar para o histórico dele.”
Para o treinador, os títulos conquistados recentemente pelo Glorioso não justificam a situação enfrentada atualmente pela instituição.
“Ganhar uma Libertadores e uma Série B não pode dar a ele a margem para fazer o que está acontecendo agora no Botafogo. Mas estava na cara o que ia acontecer enquanto esse personagem estiver no Botafogo.”
As declarações representam uma das críticas mais contundentes feitas por um ex-integrante da comissão técnica alvinegra desde o início da crise envolvendo a SAF.
Passagem curta, mas marcada por campanha histórica
Renato Paiva assumiu o comando do Botafogo em fevereiro do ano passado e permaneceu no cargo até junho.
Apesar do curto período, conseguiu resultados expressivos, principalmente na Copa do Mundo de Clubes da Fifa.
Sob seu comando, o Glorioso protagonizou uma das maiores vitórias de sua história recente ao derrotar o Paris Saint-Germain por 1 a 0, resultado que ganhou repercussão internacional e colocou o clube entre os destaques da competição.
O Botafogo também alcançou as oitavas de final do torneio, mas acabou eliminado pelo Palmeiras.
Logo após a derrota, John Textor decidiu interromper o trabalho da comissão técnica e promoveu uma mudança no comando da equipe.
Mesmo após deixar General Severiano, Renato Paiva seguiu acompanhando o futebol brasileiro e recentemente acertou sua chegada ao Santos Laguna, iniciando um novo desafio no futebol mexicano.
Ex-treinador faz declaração de amor ao Botafogo
Apesar das críticas direcionadas a John Textor, Renato Paiva fez questão de separar sua relação com o dirigente da ligação criada com o Botafogo.
O treinador demonstrou enorme carinho pelo clube, pelos funcionários, jogadores e pela torcida alvinegra.
“É um clube que eu amo, faz parte da minha história.”
Paiva também elogiou todas as pessoas com quem trabalhou durante sua passagem por General Severiano.
“Amo as pessoas que trabalham no Botafogo no dia a dia. Todas elas, sem exceção, são extraordinárias. Peguei um grupo de jogadores fantástico e uma torcida que eu adoro.”
O português ainda afirmou que nunca deixou de respeitar os torcedores, mesmo quando recebeu críticas durante sua passagem pelo clube.
“Mesmo quando me criticou, e muitas vezes eu tive que aceitar a crítica de forma normal, não deixa de ser a torcida que eu amo no Brasil. Olha que fico até arrepiado falando nisso.”
As declarações mostram que, apesar do rompimento com a antiga gestão da SAF, Renato Paiva guarda um sentimento positivo pelo Botafogo. Ao mesmo tempo, suas palavras aumentam o debate sobre a condução administrativa do clube e reforçam a repercussão que a crise alvinegra segue causando entre profissionais que passaram por General Severiano.
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