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Revelado o ‘verdadeiro motivo’ de Luiz Henrique perder espaço na Copa

Rafael Ribeiro/CBF

Luiz Henrique chegou à Copa do Mundo cercado de expectativas. Depois de ser um dos principais destaques da Seleção Brasileira nas Eliminatórias e viver grande fase desde os tempos de Botafogo, o atacante do Zenit era apontado como um dos favoritos para conquistar uma vaga entre os titulares de Carlo Ancelotti.

Reprodução/Instagram Luiz Henrique

No entanto, o roteiro foi completamente diferente. O ex-jogador do Glorioso participou apenas da estreia do Brasil, entrando no segundo tempo, e depois praticamente desapareceu das opções ofensivas da comissão técnica. Enquanto outros atacantes ganharam oportunidades, Luiz Henrique permaneceu no banco até a eliminação brasileira para a Noruega, nas oitavas de final.

Agora, o jornalista Bruno Vicari, da ESPN, revelou detalhes dos bastidores que ajudam a explicar por que o atacante perdeu espaço durante o torneio.

Segundo o repórter, o problema não esteve relacionado à falta de disciplina, mas sim ao rendimento apresentado nos treinamentos e a uma situação extracampo que teria afetado sua concentração ao longo da competição.

Bastidores da Seleção explicam perda de espaço

Durante o programa “Fala a Fonte”, Bruno Vicari afirmou que Luiz Henrique nunca apresentou problemas de comportamento dentro da delegação.

Reprodução/CazéTV

Segundo o jornalista, a avaliação da comissão técnica era positiva em relação ao comprometimento do atacante, mas o desempenho nos treinamentos acabou ficando abaixo do esperado.

“Uma coisa que eu acho que a gente já falou aqui e é importante a gente destacar é que o Luiz Henrique não é um cara indisciplinado. Pelo contrário, ele é um cara que assim, de fato ele trabalha. Não é essa a questão. Porque às vezes tem isso, o cara não está com a cabeça aqui, está pensando em outra coisa, em besteira. Não é o caso do Luiz Henrique. Mas o que a gente acompanhou nos treinos e apurou é que ele não estava tão competitivo quanto o Rayan nos treinos. E por isso que o Rayan treinava melhor. Essa informação bate com o que a gente tem e que ele estava disperso, que ele estava desfocado, e aí por uma questão extracampo.”

Ainda de acordo com Vicari, a comissão técnica percebeu que Luiz Henrique não conseguia manter o mesmo nível de intensidade apresentado por Rayan, que acabou ultrapassando o ex-Botafogo na disputa por espaço durante a Copa do Mundo.

O jornalista ressaltou que o problema não estava relacionado à falta de profissionalismo, mas sim a fatores externos que interferiram diretamente no foco do jogador.

Questão familiar pode ter influenciado o atacante

Na sequência da análise, Bruno Vicari comentou que a própria comissão técnica identificou um comportamento diferente do atacante ao longo da competição.

Embora não tenha confirmado exatamente qual foi o motivo, o jornalista levantou a possibilidade de questões familiares terem contribuído para a perda de concentração.

“Não sei se a questão da família e aí a gente brincou antes do ‘Fala a Fonte’, família é igual neve, só é bonita na foto, quando você convive ali no dia a dia é outra história. Não sei se foi, agora falando sério, se foi questão familiar que estava aqui ou que não estava e que ele queria que estivesse aqui e não está. Mas o sentimento da comissão técnica é que ele estava desfocado e não estava tão competitivo nos treinos e por isso acabou perdendo a posição ali para o Rayan. Era alguém que a gente imaginava até titular e que de repente todo mundo entrou, todos os jogadores de ataque da Seleção Brasileira jogaram, menos ele.”

A declaração reforça que a perda de espaço aconteceu muito mais pelo desempenho apresentado diariamente nos treinamentos do que por decisões isoladas durante os jogos.

Rayan aproveitou melhor as oportunidades nas atividades comandadas por Carlo Ancelotti e passou a ser a principal alternativa ofensiva da comissão técnica.

Ex-Botafogo deixa Copa com gosto amargo

A campanha de Luiz Henrique terminou de forma frustrante.

Depois de viver um ciclo extremamente positivo com a camisa da Seleção Brasileira, o atacante encerrou a Copa do Mundo com apenas uma participação, justamente na estreia da equipe.

Sem conseguir recuperar espaço ao longo da competição, assistiu do banco de reservas à eliminação brasileira diante da Noruega, que venceu por 2 a 1 nas oitavas de final.

O desempenho chamou atenção principalmente porque muitos analistas apontavam Luiz Henrique como um possível titular antes do início do Mundial.

Revelado pelo Fluminense, mas eternizado na memória recente da torcida do Botafogo após a temporada histórica de 2024, o atacante agora volta ao Zenit com a missão de recuperar a confiança e retomar o futebol que o levou novamente à Seleção Brasileira.

A expectativa é que o jogador utilize a experiência vivida na Copa como aprendizado para a sequência da carreira. Aos 25 anos, Luiz Henrique continua sendo considerado um dos principais talentos brasileiros em atividade e segue no radar da comissão técnica para futuras convocações, desde que volte a apresentar o nível de competitividade que o transformou em protagonista nos tempos de Botafogo.