Dívida milionária do Botafogo na gestão Textor chama atenção
A SAF do Botafogo acumulou uma dívida de aproximadamente R$ 35 milhões relacionada ao…
A SAF do Botafogo acumulou uma dívida de aproximadamente R$ 35 milhões relacionada ao FGTS durante a gestão de John Textor, segundo informações divulgadas pelo FogãoNET. O passivo trabalhista aparece em meio ao processo de reorganização financeira enfrentado pelo clube em 2026.

O montante envolve valores que deveriam ter sido recolhidos ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço de funcionários. A pendência passou a integrar os problemas financeiros encontrados pela administração que assumiu a condução da SAF após o afastamento de Textor.
Botafogo acumulou milhões em FGTS
Segundo o FogãoNET, a dívida relacionada ao FGTS chegou à casa dos R$ 35 milhões durante o período em que Textor esteve à frente da SAF alvinegra.
A questão trabalhista se soma a um cenário financeiro complexo. Um relatório recente da recuperação judicial apontou que o passivo total da SAF está na casa de R$ 3,5 bilhões, embora apenas uma parcela desse montante esteja submetida ao regime da recuperação judicial.
Os problemas financeiros não estão restritos às obrigações trabalhistas. A SAF também possui compromissos relacionados a contratações de jogadores, empréstimos, impostos e outras obrigações.

Nova gestão trabalha para regularizar situação
Ainda segundo a publicação, a atual administração vem buscando regularizar as pendências relacionadas ao FGTS. Parte dos valores já teria sido paga desde a mudança no comando da operação alvinegra.
O tema ganha ainda mais repercussão diante da disputa pelo futuro da SAF. Textor tenta judicialmente recuperar seus direitos sobre as ações e impedir mudanças na estrutura societária do Botafogo.
Nesta semana, o empresário recorreu à Justiça do Rio para tentar suspender a Assembleia Geral Extraordinária prevista para quinta-feira (24), na qual será discutido um aumento de capital de R$ 2 milhões.
Momento financeiro aumenta pressão nos bastidores
A dívida de FGTS surge como mais um elemento no debate sobre a administração financeira da SAF nos últimos anos. Ao atribuir o passivo à gestão de Textor, é importante separar o período em que as obrigações foram acumuladas da discussão jurídica atual sobre a propriedade das ações.
Enquanto a batalha societária segue nos tribunais, a administração da SAF precisa lidar com compromissos imediatos e com a recuperação judicial.

O cenário financeiro também prevê novas entradas de recursos. Relatório recente da recuperação judicial indicou uma expectativa de R$ 139 milhões em aportes até o fim de 2026, embora a origem desses recursos não tenha sido especificada no documento.
Com isso, além da disputa pelo controle da SAF, o Botafogo enfrenta o desafio de reorganizar um passivo bilionário e regularizar obrigações trabalhistas acumuladas ao longo dos últimos anos.
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