Dívidas por Almada, Artur e Santi colocam Botafogo em alerta máximo; entenda
O Botafogo atravessa um dos momentos mais delicados de sua história recente fora das…

O Botafogo atravessa um dos momentos mais delicados de sua história recente fora das quatro linhas. Além do processo de Recuperação Judicial da SAF, o clube enfrenta uma série de punições impostas pela Fifa que o impedem de registrar novos jogadores. Somadas, as dívidas que originaram os transfer bans já ultrapassam R$ 299 milhões.
Na última terça-feira, o Glorioso recebeu sua sexta punição da entidade máxima do futebol mundial. Os bloqueios estão relacionados às contratações de Thiago Almada, Rwan Cruz, Santiago Rodríguez, Artur e Lucas Villalba, além de uma sanção administrativa por multas não quitadas.
Os valores foram apresentados pelo próprio Botafogo nos documentos protocolados no processo de Recuperação Judicial da SAF, aceito pela Justiça do Rio de Janeiro em maio.
Fonte: GE

MLS concentra a maior parte da dívida
Entre todos os credores relacionados aos casos que geraram os transfer bans, a Major League Soccer (MLS) aparece com o maior valor a receber.
Segundo a documentação apresentada pelo clube, a dívida com a liga norte-americana chega a R$ 191,9 milhões. O montante engloba pendências referentes às contratações de Thiago Almada, junto ao Atlanta United, e de Santiago Rodríguez, junto ao New York City FC, além de multas, taxas e juros acumulados.
Outros clubes também aparecem na lista de credores:
- Ludogorets (Bulgária) – R$ 36,9 milhões pela contratação de Rwan Cruz;
- Zenit (Rússia) – R$ 55,2 milhões pela compra de Artur;
- Nacional (Uruguai) – R$ 15,6 milhões referentes à negociação de Lucas Villalba.
Somadas, essas pendências totalizam R$ 299,7 milhões, valor que corresponde às cinco punições ligadas diretamente às transferências de atletas.

Botafogo segue impedido de registrar reforços
Atualmente, o Botafogo está proibido de inscrever novos jogadores por tempo indeterminado. A situação mais grave envolve o caso de Thiago Almada.
Segundo a Fifa, o clube havia firmado um acordo para quitar a dívida, mas não cumpriu os termos estabelecidos, tornando o processo reincidente. Além disso, existe uma punição específica relacionada ao não pagamento de multas aplicadas pela entidade, cujo valor permanece em sigilo.
Enquanto não houver regularização das pendências ou uma decisão favorável da Fifa, o Alvinegro continuará impedido de registrar atletas para competições oficiais.
Recuperação Judicial pode mudar cenário
Nos bastidores, porém, existe uma expectativa de que parte das punições possa ser revista.
O entendimento da SAF é que os transfer bans aplicados após o deferimento da Recuperação Judicial podem seguir o mesmo caminho observado em casos semelhantes no futebol brasileiro, como ocorreu com o Vasco.
Caso a Fifa reconheça os efeitos da Recuperação Judicial, os processos de cobrança internacional podem ser suspensos temporariamente, fazendo com que os credores sejam direcionados ao processo de RJ em andamento na Justiça brasileira. Com isso, as punições poderiam ser derrubadas enquanto os débitos passariam a ser tratados dentro da recuperação.
Até o momento, porém, não há qualquer decisão oficial da entidade sobre o tema.
Passivo da SAF supera R$ 1,2 bilhão
Além das dívidas que resultaram nos transfer bans, o Botafogo informou à Justiça que o passivo total sujeito à Recuperação Judicial gira em torno de R$ 1,286 bilhão.
Agora, após a divulgação da lista de credores, os envolvidos terão um prazo de 15 dias para contestar os valores apresentados pela SAF.
Enquanto aguarda definições jurídicas e administrativas, o clube segue em uma corrida contra o tempo para solucionar os entraves financeiros e recuperar a capacidade de atuar normalmente no mercado da bola.
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