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Ex-diretor explica saídas de Marlon Freitas, Barboza e Savarino do Botafogo

As vendas de Alexander Barboza, Jefferson Savarino e Marlon Freitas marcaram a temporada do…

Por Marcos Eduardo · 4 min de leitura
Marlon Freitas, atleta do Botafogo. Foto: Vitor Silva
Marlon Freitas, atleta do Botafogo. Foto: Vitor Silva
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As vendas de Alexander Barboza, Jefferson Savarino e Marlon Freitas marcaram a temporada do Botafogo e geraram inúmeras dúvidas entre os torcedores. Agora, um dos responsáveis pelo departamento de futebol durante esse período decidiu explicar o que aconteceu nos bastidores.

Em entrevista exclusiva ao ge, o ex-diretor de gestão esportiva do Botafogo, Alessandro Brito, afirmou que as negociações não tiveram motivação esportiva, mas financeira. Segundo ele, o clube precisou negociar três de seus principais jogadores para conseguir manter as contas em dia durante a crise enfrentada pela SAF.

“A saída dos três é muito clara para nós: foi uma questão de sobrevivência. Não havia outro motivo, a não ser vender os atletas diante da melhor proposta para que a gente pudesse honrar os compromissos dentro do clube, sem atrasar salários, pagando jogadores, funcionários e staff em dia.”

Savarino, atleta do Botafogo. Foto: Vitor Silva
Foto: Vitor Silva

“O Botafogo caminhou com as próprias pernas”

Alessandro Brito explicou que o cenário de incerteza vivido pelo clube pesou diretamente nas decisões tomadas pela diretoria.

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Na época, o Botafogo enfrentava dificuldades financeiras, convivia com dívidas, atrasos em pagamentos e ainda sofria punições da Fifa que impediam a inscrição de novos jogadores.

Segundo o ex-dirigente, enquanto não havia definição sobre novos investimentos ou mudanças na SAF, restava ao clube buscar recursos por meio da venda de atletas.

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“Dentro desse momento de indefinição que vivíamos, e que ainda vivemos, sobre se entra aporte ou não, se vem investidor ou não, se continua John ou não, o Botafogo caminhou com as próprias pernas.”

Brito também ressaltou que as alternativas de receita eram bastante limitadas.

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“Hoje, as receitas vêm da televisão, de patrocínio ou da venda de jogadores. Então, o que o clube podia fazer era vender jogadores para sobreviver e manter os compromissos em dia.”

Negociações renderam mais de R$ 70 milhões

Marlon Freitas foi o primeiro a deixar General Severiano, negociado com o Palmeiras por cerca de US$ 6 milhões (aproximadamente R$ 33 milhões).

Pouco depois, Jefferson Savarino foi vendido ao Fluminense em uma negociação de aproximadamente 4 milhões de euros (cerca de R$ 23 milhões), que também envolveu a chegada do jovem Wallace Davi ao Botafogo.

Já Alexander Barboza acertou sua transferência para o Palmeiras por cerca de US$ 4 milhões, valor próximo de R$ 20 milhões.

As operações garantiram recursos importantes para que o clube conseguisse atravessar um dos períodos mais delicados da atual SAF.

“Eram líderes dentro e fora de campo”

Além da qualidade técnica, Alessandro Brito fez questão de destacar a importância que Marlon Freitas e Barboza exerciam diariamente no ambiente do clube.

Segundo ele, ambos eram referências para os jogadores mais jovens e exerciam uma liderança positiva no CT.

“Marlon e Barboza, sem sombra de dúvidas, eram os primeiros atletas a chegar ao clube e os últimos a sair.”

O ex-dirigente contou que os dois cobravam comprometimento dos atletas da base e serviam como exemplo de profissionalismo.

“Eles cobravam e incentivavam muito os atletas da categoria de base. Falavam: ‘Estou aqui com meus 30, 32 anos, sou o primeiro a chegar e o último a sair. Você é mais jovem e já quer sair antes de todo mundo?’. Era uma liderança muito saudável e positiva.”

Para Brito, abrir mão desse perfil de jogador foi uma decisão extremamente difícil, mas inevitável.

“A saída dos três foi exclusivamente para que a gente pudesse honrar os compromissos com o staff, com os atletas e com o clube.”

Ciclo encerrado no Botafogo

Alessandro Brito deixou o Botafogo no fim de maio, por decisão própria, após entender que havia concluído seu trabalho no clube.

Ele integrava a SAF desde 2022 e participou da reformulação do departamento de scout nos primeiros anos da gestão de John Textor, período que culminou nas conquistas do Campeonato Brasileiro e da Copa Libertadores.

Foto: Anderson Romão/AGIF- Alexander Barboza jogador do Botafogo comemora seu gol durante partida contra o Bragantino
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