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Ex-Botafogo explica o que provocou derrocada histórica no Brasileirão de 2023

A perda do título brasileiro de 2023 ainda é um dos episódios mais marcantes…

Por Breno Siqueira · 3 min de leitura
John Textor é o dono da SAF do Botafogo. Foto: Vitor Silva
John Textor é o dono da SAF do Botafogo. Foto: Vitor Silva
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A perda do título brasileiro de 2023 ainda é um dos episódios mais marcantes da história recente do Botafogo. Depois de realizar o melhor primeiro turno da história do Brasileirão por pontos corridos, o Glorioso perdeu rendimento na reta final e terminou a competição sem o troféu que parecia encaminhado.

Para Raphael Rezende, ex-integrante do departamento de scout alvinegro, existe uma explicação técnica para o início da derrocada. Na visão do profissional, a decisão de John Textor de contratar Bruno Lage após a saída de Luís Castro e tentar mudar a maneira de jogar foi determinante.

Ex-scout aponta mudança que prejudicou o Botafogo

Raphael Rezende reconhece que a queda não pode ser explicada por apenas um fator, mas considera a alteração do modelo de jogo como o ponto de partida.

Segundo ele, o Botafogo havia encontrado uma maneira eficiente de atuar, apostando em transições rápidas, contra-ataques e um bloco defensivo mais baixo. A chegada de Bruno Lage trouxe a tentativa de implementar uma equipe com maior posse de bola e linha defensiva mais avançada.

Na avaliação do ex-scout, o elenco não estava preparado para essa mudança.

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“O Titanic não afunda por um motivo só, mas, se eu tivesse que fazer um recorte, o John era muito influente na questão dos treinadores.”

Raphael acredita que Textor queria mostrar que o Botafogo poderia conquistar o Brasileirão atuando de uma maneira diferente daquela que havia construído a enorme vantagem na liderança.

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Bruno Lage mudou estilo após saída de Luís Castro

Um exemplo utilizado por Raphael foi justamente a estreia de Bruno Lage, no empate por 2 a 2 com o Santos, na Vila Belmiro. O Botafogo atuou com a defesa adiantada e sofreu com bolas nas costas da zaga.

Para ele, aquele jogo já demonstrava uma mudança profunda na proposta da equipe.

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“Não toca no brinquedo porque ele está funcionando. Aí tocou e quebrou.”

O ex-scout também citou a passagem de Cláudio Caçapa pelo comando interino. Em sua avaliação, manter aquele modelo poderia ter permitido ao time continuar vencendo pela confiança e pela dinâmica já estabelecidas.

Derrocada do Botafogo teria origem técnica

Raphael Rezende considera que, posteriormente, outros problemas surgiram. A perda de confiança dos jogadores, as mudanças no comando técnico e resultados improváveis contribuíram para aumentar a crise.

Mesmo assim, ele coloca a questão tática como origem do problema.

“Para mim, a origem é técnica. Depois você vai falar de superstição, de empolgação mental, pode falar do que for, mas a origem é a escolha técnica de mudar o jeito do time jogar no meio do campeonato.”

O Botafogo chegou a construir uma vantagem enorme na liderança em 2023, mas sofreu uma queda histórica no segundo turno. Para Raphael, portanto, a explicação começa em uma decisão tomada justamente quando o time estava funcionando: mudar sua identidade dentro de campo.

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