Ex-dirigente revela contratação que o Botafogo mais lamentou perder
Responsável por parte importante do processo de montagem do elenco multicampeão de 2024, o…

Responsável por parte importante do processo de montagem do elenco multicampeão de 2024, o ex-head scout e diretor de gestão esportiva do Botafogo, Alessandro Brito, revelou qual foi a negociação que mais lamentou não conseguir concluir durante sua passagem pelo clube.
Em entrevista ao ge, o dirigente afirmou que o meia-atacante Bitello, atualmente no Dínamo Moscou, era considerado internamente o nome ideal para dar sequência ao projeto esportivo após as saídas de Luiz Henrique e Thiago Almada.
Segundo Brito, o Botafogo enxergava no jogador um potencial enorme de crescimento e acreditava que ele poderia se tornar um dos destaques do futebol brasileiro.

Bitello era prioridade do Botafogo
Alessandro Brito explicou que o planejamento da diretoria era inserir Bitello no projeto esportivo para manter o alto nível técnico da equipe.
Na avaliação do ex-dirigente, o meia reunia características que se encaixavam perfeitamente na filosofia adotada pelo clube e tinha potencial para dar um salto ainda maior na carreira.
“Era um jogador que acreditávamos que daria continuidade ao trabalho que vínhamos construindo depois das saídas do Luiz Henrique e do Almada. Nós acreditávamos muito no potencial dele. Nossa ideia também era desenvolvê-lo dentro do projeto.”
Brito foi além e afirmou que, caso tivesse acertado com o Botafogo, Bitello teria grandes chances de disputar uma Copa do Mundo.
“Tenho convicção de que, se ele tivesse vindo para o Botafogo em 2025 ou 2026, teria grandes chances de disputar uma Copa do Mundo. Era um atleta que nos ajudaria muito esportivamente e que também alcançaria outro patamar na carreira.”

Russos impediram avanço da negociação
Apesar do interesse do Botafogo, a negociação nunca chegou perto de ser concluída.
Segundo Alessandro Brito, o clube fez diversas tentativas para convencer o Dínamo Moscou, mas encontrou resistência total da equipe russa.
O ex-dirigente revelou que, na época, o Botafogo ainda contava com o apoio da Eagle Football e que até Michael Gerlinger participou das conversas para tentar destravar o negócio.
“Foi uma negociação extremamente difícil. Tentamos de todas as formas. Na época, ainda contávamos com o apoio da Eagle. O Michael Gerlinger participou de várias reuniões. Mas os russos não quiseram negociar de jeito nenhum.”
Bitello permaneceu na Rússia
Sem acordo, Bitello permaneceu no Dínamo Moscou, onde seguiu sua trajetória e recentemente renovou contrato até 2031.
Enquanto isso, Alessandro Brito encerrou seu ciclo no Botafogo e assumiu um cargo no Crystal Palace, da Inglaterra.
Mesmo após deixar o clube, o dirigente demonstrou que a negociação frustrada ainda é lembrada como uma das maiores oportunidades perdidas de sua passagem pelo Glorioso.
Para Brito, a chegada de Bitello poderia ter mantido o nível competitivo do elenco após as saídas de Luiz Henrique e Thiago Almada, dois dos principais protagonistas da histórica temporada de 2024.
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