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Artur Jorge revela bastidores emocionante de título do Botafogo

Técnico que conduziu o Botafogo ao título inédito da Libertadores em 2024, Artur Jorge…

Por Debora Cordeiro · 3 min de leitura
Artur Jorge
Foto: Vítor Silva / BFR
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Técnico que conduziu o Botafogo ao título inédito da Libertadores em 2024, Artur Jorge voltou a falar sobre uma das partidas mais marcantes da história do clube. Atualmente no Cruzeiro, o português detalhou como reagiu à expulsão de Gregore logo aos 30 segundos da final contra o Atlético-MG e explicou por que decidiu não sacrificar um jogador ofensivo.

Artur Jorge
Reprodução/Instagram/@Botafogo

Em entrevista ao “Charla Podcast”, Artur Jorge destacou principalmente a capacidade de adaptação e entrega dos jogadores na vitória por 3 a 1, em Buenos Aires.

Artur Jorge revela reação após expulsão de Gregore

O cartão vermelho logo no começo obrigou a comissão técnica a rever o planejamento. Danilo Barbosa chegou a ficar preparado como alternativa, mas Artur Jorge preferiu reorganizar quem já estava em campo.

— Obviamente que nós ficamos também a tentar perceber o que é que o adversário ia fazer, e o adversário por exemplo não abdicou dos três zagueiros, o que nos ajudou também.

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O treinador admitiu que o primeiro pensamento foi de preocupação diante de tudo o que o Botafogo havia enfrentado para chegar à decisão.

— Pensamos “estamos perdidos, tanto trabalho, tantas lutas enormíssimas e gigantescas para conseguir chegar àquele ponto e do nada parece que tudo tinha desabado”.

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A solução envolveu mudanças de funções. Marlon Freitas recuou, Savarino passou a atuar mais próximo do meio-campo, enquanto Thiago Almada e Luiz Henrique aumentaram a contribuição defensiva.

— Só se consegue com os jogadores de uma fibra diferente, só se consegue com os jogadores de uma alma e de um coração maior.

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Botafogo começou a acreditar após suportar pressão

Artur Jorge contou que os primeiros minutos foram utilizados para entender como o Atlético-MG tentaria aproveitar a superioridade numérica. Aos poucos, porém, o Botafogo conseguiu sair do campo defensivo e passou a acreditar na possibilidade de atacar.

O gol de Luiz Henrique mudou definitivamente o cenário. Depois, Alex Telles ampliou de pênalti ainda no primeiro tempo.

— Os valores estavam lá, todos os valores de compromisso, de seriedade, de personalidade, estavam lá.

O português também explicou por que não retirou um dos jogadores mais talentosos da frente para recompor numericamente o meio-campo.

— É porque nós não podíamos abdicar de tanto talento e compromisso na frente, porque precisávamos marcar gol, nós tínhamos que ganhar o jogo.

Artur Jorge conta emoção após conquista

Mesmo procurando transmitir tranquilidade aos jogadores, Artur Jorge admitiu ter vivido a decisão sob enorme tensão.

— Tinha um coração de 170 pulsações e procurava ter uma cabeça mais fria para poder controlar essa emocionalidade.

O Atlético-MG diminuiu no segundo tempo, mas o Botafogo resistiu e Júnior Santos marcou o terceiro nos acréscimos, confirmando a conquista inédita.

Depois do apito final, toda a tensão acumulada deu lugar ao esgotamento.

— É desabar. Aí não tens como. É desabar, é cair tudo por terra. […] A energia desapareceu.

A vitória por 3 a 1 transformou Artur Jorge e aquele elenco em personagens definitivos da história alvinegra, garantindo ao Botafogo sua primeira Libertadores.

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